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Panorama atual do comércio de Commodities entre Brasil e China

Nos últimos anos, as relações comerciais entre Brasil e China se intensificaram, consolidando-se como uma parceria estratégica para ambas as economias. O intercâmbio de commodities tem sido o motor desse crescimento, impulsionando o superávit comercial brasileiro e fortalecendo setores como agronegócio e mineração. 

Neste artigo, produzido pela Baxisina, analisamos o crescimento do comércio bilateral, os impactos econômicos das exportações e as tendências para os próximos anos.

 

Análise do crescimento do comércio bilateral

O comércio entre Brasil e China tem apresentado um crescimento expressivo ao longo dos últimos anos, consolidando a China como o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009. 

Em 2023, a corrente de comércio entre os dois países atingiu um recorde de US$ 157,5 bilhões. Deste montante, as exportações brasileiras para a China alcançaram US$ 106 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 57,5 bilhões.

Os principais produtos exportados pelo Brasil incluem soja (US$ 38,6 bilhões), minério de ferro (US$ 20,6 bilhões) e petróleo bruto (US$ 20,1 bilhões), representando aproximadamente 75% das exportações totais para o mercado chinês. 

Por outro lado, as importações brasileiras consistem principalmente em dispositivos semicondutores (US$ 4,15 bilhões), equipamentos de radiodifusão (US$ 2,18 bilhões) e pesticidas (US$ 1,62 bilhão).

Nos últimos cinco anos, o crescimento anualizado das exportações brasileiras para a China foi de 10,2%, enquanto as importações avançaram a uma taxa de 9,94%. Esse aumento reflete tanto a alta demanda chinesa por commodities quanto o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

 

Valores e impacto econômico das exportações

As exportações para a China desempenham um papel fundamental no superávit comercial brasileiro. Em 2023, o saldo positivo da balança comercial foi de aproximadamente US$ 48,3 bilhões. 

O agronegócio, em particular, tem sido um motor desse desempenho: entre julho de 2023 e julho de 2024, as exportações agrícolas brasileiras para a China totalizaram US$ 57,94 bilhões, com destaque para soja, carne bovina e frango.

A crescente demanda chinesa por commodities tem impulsionado os preços internacionais desses produtos, gerando impactos positivos na economia brasileira. Setores como mineração e agricultura se beneficiam diretamente desse cenário. 

No entanto, essa forte dependência da exportação de produtos primários levanta preocupações sobre a necessidade de diversificação da pauta exportadora e o fortalecimento da indústria nacional.

 

Quais as tendências para os próximos anos no comércio commodities Brasil e China?

A expectativa é que o comércio entre Brasil e China continue crescendo nos próximos anos, impulsionado pela expansão da demanda chinesa por commodities e pelo fortalecimento das relações diplomáticas.

 Um exemplo desse avanço foi a aprovação recente, em março de 2024, de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação ao mercado chinês, evidenciando o potencial de expansão do setor agropecuário.

Contudo, especialistas destacam que o Brasil precisa investir na diversificação de suas exportações para reduzir sua dependência de produtos primários. A inserção em cadeias globais de valor e o aumento da complexidade econômica são estratégias fundamentais para garantir maior resiliência econômica no longo prazo.

 

Comércio commodities Brasil e China: uma parceria que visa bons frutos para ambos os lados

O comércio bilateral entre Brasil e China é um dos pilares mais relevantes da economia brasileira. Com um crescimento expressivo nos últimos anos e perspectivas promissoras para o futuro, essa relação oferece oportunidades significativas para ambos os países. 

No entanto, para garantir um desenvolvimento sustentável e resiliente, o Brasil deve aproveitar esse momento para diversificar sua pauta exportadora e fortalecer sua estrutura produtiva interna.

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