O comércio de commodities entre Brasil e China têm ganhado destaque no cenário internacional, tanto pelo seu volume expressivo, mas também pela crescente preocupação com práticas sustentáveis.
As duas nações buscam alinhar seus interesses econômicos à preservação ambiental, estabelecendo iniciativas e compromissos que promovam um comércio mais responsável e sustentável.
Neste artigo, produzido pela Baxisina, vamos comentar mais sobre sustentabilidade no comércio de commodities e quais as práticas que contribuem para isso.
Iniciativas sustentáveis no comércio bilateral
Brasil e China têm fortalecido sua cooperação em sustentabilidade. Em 2023, durante a visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim, ambos os países firmaram metas ambiciosas para ampliar, aprofundar e diversificar a cooperação em questões climáticas.
Áreas estratégicas como energia renovável, mobilidade elétrica e finanças verdes foram priorizadas na declaração conjunta.
Compromissos e regulamentações
Os dois países reafirmaram seu compromisso com a eliminação do desmatamento ilegal e o combate ao comércio ilícito que contribui para a perda de florestas. Em uma declaração conjunta, Brasil e China comprometeram-se a colaborar para erradicar o desmatamento ilegal global, garantindo a aplicação rigorosa de suas respectivas leis contra importações e exportações ilegais de produtos derivados da exploração ambiental.
Além disso, a COFCO, uma das maiores empresas estatais chinesas do setor de alimentos, reafirmou seu compromisso com a moratória da soja no Brasil, garantindo que a produção do grão destinado à exportação para a China não esteja associada ao desmatamento. Esse compromisso demonstra o envolvimento do setor privado chinês na promoção de práticas sustentáveis no comércio de commodities.
Quais os impactos da sustentabilidade no setor?
A implementação de práticas sustentáveis no comércio de commodities entre Brasil e China pode gerar impactos profundos no setor.
A adoção de critérios mais rigorosos para a produção e exportação de carne bovina pode ajudar a conter o desmatamento em biomas críticos como a Amazônia e o Cerrado, preservando a biodiversidade e reduzindo as emissões de carbono.
A cooperação entre os dois países em setores como energia renovável e mobilidade elétrica também pode impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono.
Além disso, o uso de tecnologias avançadas, como monitoramento via satélite – exemplificado pelo programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) –, fortalece a fiscalização das práticas sustentáveis e aprimora o controle sobre o uso da terra e os impactos ambientais.
Desafios e oportunidades
Apesar dos avanços, desafios significativos ainda precisam ser superados. A implementação efetiva dos compromissos assumidos exige sistemas de rastreabilidade robustos e mecanismos de monitoramento eficientes para garantir a conformidade ambiental em toda a cadeia produtiva.
Além disso, equilibrar interesses econômicos e metas de sustentabilidade é um desafio complexo, especialmente no contexto do comércio de commodities, onde pressões do mercado podem dificultar mudanças rápidas.
Por outro lado, as oportunidades são vastas. A parceria entre Brasil e China pode se tornar um modelo global de comércio sustentável, inspirando outras nações a adotar medidas similares.
A crescente demanda internacional por produtos sustentáveis abre novos mercados e cria incentivos para produtores e exportadores que adotam práticas responsáveis, reforçando a competitividade do Brasil no cenário global.
Sustentabilidade no comércio entre Brasil e China é sinônimo de progresso
A sustentabilidade no comércio de commodities entre Brasil e China está se consolidando como um eixo central nas relações bilaterais.
Iniciativas e compromissos mútuos para combater o desmatamento ilegal demonstram o compromisso crescente dos dois países com um comércio mais sustentável.
Embora os desafios persistam, as oportunidades para inovação e liderança em sustentabilidade são significativas.
A adoção de práticas responsáveis não apenas fortalece a parceria entre Brasil e China, mas também contribui para um comércio global de commodities mais equilibrado, eficiente e alinhado com os objetivos de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.